Mostrando postagens com marcador Amaciante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amaciante. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de junho de 2010

Espírito de Equipe

Fim de semestre. Os trabalhos se acumulam e muitos são em equipe. Nessas horas é bom aproveitar a ocasião para conhecer melhor os colegas, suas potencialidades. Isto, certamente, poderá ajudar na divisão de tarefas dos próximos. Como em um time, todos são importantes, como nos ensina a história abaixo, mas precisam estar na posição certa. Pense nisso!


"Contam que, na carpintaria, houve, uma vez, uma estranha reunião. Foi uma reunião de ferramentas para tirar as suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, entretanto lhe foi notificado que teria que renunciar, pois fazia demasiado ruído. E, também, passava o tempo todo golpeando. O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso. Disse que ficava dando muitas voltas para fazer alguma coisa.

Diante do ataque, o parafuso aceitou também; mas, na sua vez, pediu a expulsão da lixa. Fez ver que era muito áspera em seu tratamento e sempre criava atritos com os demais. A lixa estava de acordo, com a condição que também fosse expulso o metro, que sempre ficava medindo e avaliando os demais segundo sua opinião, como se fosse o único perfeito.

Nisso entrou o carpinteiro, colocou o avental e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a grossa madeira inicial se converteu em um lindo móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a reunião recomeçou. Disse o serrote:

- Senhores, está demonstrado que todos temos defeitos, entretanto o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é o que no faz valiosos. Assim, superemos nossos pontos negativos e vamos nos concentrar na utilidade dos nossos pontos positivos.

Todos concluíram então que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza, e observaram que o metro era preciso e exato. Sentiram-se então uma equipe para PRODUZIR móveis de QUALIDADE. Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos.

Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nas demais, a situação se torna tensa e negativa. Ao tratar com sinceridade e ressaltar os pontos fortes, florescem os melhores resultados. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo, entretanto, encontrar qualidades é tarefa para quem tem nobreza de espírito, capaz de inspirar êxitos nas pessoas."


Fonte: Legrand. Caixa de Ferramentas. Belo Horizonte: Soler Editora, 2005.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

“A última flor do Lácio”



A autora é acadêmica do 3o. período de Jornalismo e com esta crônica irá concorrer, na categoria Jornalismo Opinativo, na Expocom Norte 2010.

A língua de Camões sempre me desafiou. Ora por suas regras incalculáveis, ora pela pluralidade que lhe é peculiar. Encantei-me cedo, o gosto pela língua materna surgiu ao folhear as páginas de “O Pequeno Príncipe”, obra-prima do jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry, uma fábula cheia de metáforas e enigmas que me instigavam a cada página.

Talvez o fato de ter aprendido a ler muito cedo tenha contribuído com essa paixão, mas acredito que o fator preponderante foi crescer ouvindo "um português com açúcar", expressão utilizada pelo grande escritor luso, Eça de Queirós, ao se referir ao falar dos brasileiros. Tal suposição encontra suporte teórico nas palavras do “pai da lingüística moderna”, Ferdinand de Saussure ao afirmar que “a língua é produzida socialmente” e como fruto do meio ela nos é constantemente adquirida. Nessa visão saussuriana “a língua é parte social da linguagem, exterior ao indivíduo”, e o homem, como ser social, tem necessidade de se comunicar, se expressar e perpetuar experiências nesse contexto da vida em sociedade.

Trazida por Cabral às terras do pau-brasil, a língua portuguesa constitui-se em elemento determinante na construção da identidade cultural do povo brasileiro, recebendo influências não só do latim, originário da região do Lácio, no centro da Itália antiga; mas também de outras línguas, como o grego, árabe, espanhol, italiano, africano e as línguas indígenas das mais diversas etnias, como o tupinambá e o tupi, além de muitas outras. O português passou por uma significativa evolução histórica recebendo contribuições de várias culturas formando a língua que falamos hoje e que se moderniza acompanhando a evolução global.

Para além dos objetivos da expansão lusitana, a língua portuguesa foi largamente difundida, sendo na atualidade, a língua oficial em oito países de quatro continentes: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O resultado dessa difusão é um número significante de falantes de português pelo mundo, e uma consequente organização dos mesmos, com a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 1996, com o intuito de uniformizar e difundir a língua através da cooperação e do intercâmbio cultural entre os países membros.

Atualmente, "a doce língua", assim chamada pelo romancista espanhol Miguel de Cervantes, possui aproximadamente 240 milhões de falantes nativos e é a quinta língua mais falada no mundo segundo a Agência de Notícias de Portugal. Outro dado interessante é a estimativa fornecida pelo site de estatísticas mundiais da Internet, o Internet World Stats que revela o português como o sexto idioma mais utilizado na rede mundial de computadores, com 73 milhões de usuários, o que mostra a considerável posição da nossa língua no âmbito mundial.

A língua portuguesa é fonte de inspiração para diversos poetas, não só brasileiros, mas também estrangeiros, como a brasileira naturalizada Clarice Lispector, que expressa sua admiração pelo português em versos: “Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor”. Essa língua abundante em poesia, tão retratada pelos poetas, é a mesma com que nos comunicamos em nosso cotidiano. E para visualizarmos melhor a riqueza desse idioma, é necessário que busquemos conhecer suas raízes históricas, sua expansão, a relação com outras culturas, sua característica dinâmica e poética e sua projeção no mundo enquanto língua oficial de um país em crescente ascensão econômica e política.

No livro do Desassossego, o heterônimo Bernardo Soares, do poeta e escritor português Fernando Pessoa, reproduz sua paixão pela língua através da frase "Minha pátria é a língua portuguesa", onde traduz com eloquência sua visão patriota. E é com esse mesmo entusiasmo que reverencio minha língua materna, rica em vocábulos, repleta de proparoxítonas, ambiguidades e redundâncias. Ela é a expressão plena da diversidade cultural do povo brasileiro, prova contundente de que a afirmação do poeta Olavo Bilac: “A última flor do Lácio”, é realmente uma herança inestimável.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As Três Peneiras

Hoje é uma boa data para refletirmos sobre a forma como nos comunicamos. Contamos, atualmente, com meios cada vez mais eficientes para nos auxiliar no desafio diário de ‘tornar comum’ as informações. A pergunta é: qual informação? Diante deste questionamento intrigante, o filósofo Sócrates nos deixou preciosa dica. Confira.


"Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

- Três peneiras? Que queres dizer?

- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

- Útil? Na verdade, não.

- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti"

fonte: http://horaderelaxar.com.br/2009/01/15/as-tres-peneiras-de-socrates-uma-licao-para-a-vida/