quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Encontro esperado

:: O dia-a-dia na sala de aula é tão intenso que nem sempre percebemos os frutos do trabalho coletivo, desenvolvido entre professores e alunos. Na FBN, pelo menos, já encontramos uma forma para um “time out” (aquele tempo solicitado pelo treinador durante uma partida para rever as estratégias de jogo). Trata-se do ‘Encontro.Com’.

Nossa terceira “parada tão esperada” aconteceu na quinta-feira, dia 14, na sala Jefferson Péres. Na ocasião foi lançada a campanha “Amigo do Vestibular”, a 2ª ed. (Ano 3) do jornal Folha Universitária e, finalmente, festejamos os prêmios do Intercom Nacional, com direito a um vídeo empolgante sobre os bastidores do evento.

Não perca o próximo “Encontro.Com”. Já programado e com mais novidades!

sábado, 18 de setembro de 2010

PORTARIA 004/2010

A Coordenação do Curso de Comunicação Social da Faculdade Boas Novas (FBN), no uso de suas atribuições e de acordo com reunião de colegiado, define a data da V Semana de Estudos da Comunicação e estabelece o seguinte calendário alterando as datas das provas do segundo bimestre e exame final:

1. Fica definido que a V Semana de Estudos da Comunicação ocorrerá de 29 de novembro a 03 de dezembro de 2010;
2. A semana de provas do segundo bimestre acontecerá entre 06 a 10 de dezembro de 2010;
3. A semana de exames finais ocorrerá de 15 a 17 de dezembro de 2010.


Manaus, 16 de setembro de 2010

Jimi Aislan Estrázulas

Coordenador do Curso de Comunicação Social

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Aventura da Reportagem

DIMENSTEIN, Gilberto; KOTSCHO, Ricardo. A aventura da reportagem. São Paulo: Summus, 1990.

Resenhado pelos alunos: Ana Paula Sena, Carlos Rafael, Glória Raquel, José Otávio, Joycecleide Belleza e Ketleen Mesquita, do 7° período do Curso de Comunicação Social da Faculdade Boas Novas.

O que leva dois jornalistas a trocarem o posto de chefia pela experiência da reportagem? Esse é um questionamento analisado e justificado a fundo ao decorrer da obra, por meio de um relato de experiência dos jornalistas Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho, comprovando que a preferência pelo trabalho direto com as notícias nas ruas, ao invés de se limitar em uma redação, é algo muito comum entre os profissionais que gostam de sentir na pele a aventura da reportagem, buscando sempre a versão mais próxima da verdade das notícias apuradas.

Segundo Gilberto Dimenstein, trabalhar a informação com o poder é uma questão complicada. Jornalistas lidam diariamente com armadilhas e contratempos quando precisam realizar uma cobertura, sendo os boatos a principal interferência.

Conhecida por apresentar grandes manchetes, Brasília é um dos principais ‘alvos’ da imprensa, tendo notícias publicadas, que em sua maioria, não são verdadeiras. Quem está no poder procura sempre usar a informação em seu benefício, o que nos faz pensar que quanto mais informação se obtém, mais poder se tem. Dimenstein destaca também, o fato de políticos que têm o costume de fornecer informações (notícias) sem se identificar. Eis uma ótima oportunidade para nascerem os boatos, e em contrapartida, a publicação das informações fornecidas. Jornalistas que não têm tanta experiência ou mesmo que não se comprometem em verificar se sua fonte é realmente confiável, findam divulgando os dados coletados, tendo que assumir a responsabilidade pela veracidade das informações.

Então qual seria a postura mais adequada na coleta de informações diante tantas fontes desconfiáveis? O conselho que Gilberto dá aos jornalistas se resume à proximidade. Para que não haja risco de perder certas informações que podem ser interessantes, o ideal é que o jornalista se mantenha próximo às suas fontes, sem, entretanto, criar um vínculo mais íntimo. Caso contrário, corre-se o risco da desistência da publicação.

Gilberto Dimenstein retrata de forma simples alguns casos de ataques por parte dos políticos contra a imprensa, numa tentativa de minimizar os escândalos criados em função da divulgação de certas revelações feitas em off. Infelizmente a luta pelo poder no meio político por vezes usa do jornalismo para criar confusão e manipular certas informações. É comum ver a vida privada de certos políticos divulgada na imprensa, numa tentativa de denegrir a imagem do rival. A função da imprensa tem sido totalmente distorcida e usada para fins egoístas, hoje é extremamente necessário que o jornalista saiba discernir versões de um determinado fato de fatos reais.

Segundo Gilberto, o jornalismo independente é interessante por procurar colocar as notícias acima das conveniências políticas, entretanto, é de suma importância que existam veículos de comunicação dispostos a “enfrentar o poder”, comprometidos com a busca pela verdade.

Ao contrário de Gilberto Dimenstein, Ricardo Kotscho não foca apenas no lado oficial das reportagens, com seu trabalho procura dar espaço às pessoas anônimas que raramente recebem a atenção da mídia.

Um dos casos apresentados por Kotscho, que retrata muito bem a busca pelos oprimidos em seu trabalho, foi a cobertura de uma tragédia ocorrida em Caraguatatuba, com o desfecho de mais 400 pessoas mortas soterradas sob as terras da Serra do Mar que deslizaram sobre a cidade.

Enquanto um repórter conhecido se dedicou em apurar a parte oficial do caso, Ricardo decidiu contar a história dos sobreviventes, que geralmente, só são citados nas reportagens ou só entram nas estatísticas. Outro caso muito interessante ocorreu durante a cobertura da visita do Presidente Costa e Silva a São Paulo. Querendo fugir do convencional, o jornalista procurou as pessoas que estavam no Horto Florestal, até encontrar com um senhor pipoqueiro, cuja história lhe rendeu uma matéria no jornal Estadão. Desde então, Ricardo Kotscho ficou conhecido como o “repórter pipoqueiro”, por escrever sobre assuntos considerados pela maioria como “sem relevância”. “Enquanto todos cobriam o palco, eu ficava pela platéia, dando uma espiada nos bastidores”, afirma.

É notável que ambos os autores expõem suas opiniões sobre o poder da comunicação e alertam a população para evidente manipulação exercida pelos poderosos. Um jornalista pode sim trabalhar de forma honesta buscando sempre veicular a versão mais próxima da verdade.

Em suma, a obra “A aventura da reportagem” descreve de forma simples e precisa, que apesar das interferências corriqueiras e das dificuldades encontradas ao trabalhar com apuração da verdade, os autores Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho escolheram a reportagem por ter um enorme fascínio pela busca incessante das informações. Independente da busca de informações estarem centradas no poder ou nas pessoas anônimas, os jornalistas mostram sua preocupação pela busca incessante da versão mais próxima da verdade, sem se intimidar diante dos ataques do poder público.
É uma obra recomendada aos estudantes de Jornalismo ou mesmo aos Profissionais que se interessem pela reportagem e que tenham curiosidade sobre os trabalhos dos jornalistas, que apesar de distintos, têm o profissionalismo como característica.
O que leva dois jornalistas a trocarem o posto de chefia pela experiência da reportagem? Esse é um questionamento analisado e justificado a fundo ao decorrer da obra, por meio de um relato de experiência dos jornalistas Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho, comprovando que a preferência pelo trabalho direto com as notícias nas ruas, ao invés de se limitar em uma redação, é algo muito comum entre os profissionais que gostam de sentir na pele a aventura da reportagem, buscando sempre a versão mais próxima da verdade das notícias apuradas.

Segundo Gilberto Dimenstein, trabalhar a informação com o poder é uma questão complicada. Jornalistas lidam diariamente com armadilhas e contratempos quando precisam realizar uma cobertura, sendo os boatos a principal interferência.

Conhecida por apresentar grandes manchetes, Brasília é um dos principais ‘alvos’ da imprensa, tendo notícias publicadas, que em sua maioria, não são verdadeiras. Quem está no poder procura sempre usar a informação em seu benefício, o que nos faz pensar que quanto mais informação se obtém, mais poder se tem. Dimenstein destaca também, o fato de políticos que têm o costume de fornecer informações (notícias) sem se identificar. Eis uma ótima oportunidade para nascerem os boatos, e em contrapartida, a publicação das informações fornecidas. Jornalistas que não têm tanta experiência ou mesmo que não se comprometem em verificar se sua fonte é realmente confiável, findam divulgando os dados coletados, tendo que assumir a responsabilidade pela veracidade das informações.

Então qual seria a postura mais adequada na coleta de informações diante tantas fontes desconfiáveis? O conselho que Gilberto dá aos jornalistas se resume à proximidade. Para que não haja risco de perder certas informações que podem ser interessantes, o ideal é que o jornalista se mantenha próximo às suas fontes, sem, entretanto, criar um vínculo mais íntimo. Caso contrário, corre-se o risco da desistência da publicação.

Gilberto Dimenstein retrata de forma simples alguns casos de ataques por parte dos políticos contra a imprensa, numa tentativa de minimizar os escândalos criados em função da divulgação de certas revelações feitas em off. Infelizmente a luta pelo poder no meio político por vezes usa do jornalismo para criar confusão e manipular certas informações. É comum ver a vida privada de certos políticos divulgada na imprensa, numa tentativa de denegrir a imagem do rival. A função da imprensa tem sido totalmente distorcida e usada para fins egoístas, hoje é extremamente necessário que o jornalista saiba discernir versões de um determinado fato de fatos reais.

Segundo Gilberto, o jornalismo independente é interessante por procurar colocar as notícias acima das conveniências políticas, entretanto, é de suma importância que existam veículos de comunicação dispostos a “enfrentar o poder”, comprometidos com a busca pela verdade.

Ao contrário de Gilberto Dimenstein, Ricardo Kotscho não foca apenas no lado oficial das reportagens, com seu trabalho procura dar espaço às pessoas anônimas que raramente recebem a atenção da mídia.

Um dos casos apresentados por Kotscho, que retrata muito bem a busca pelos oprimidos em seu trabalho, foi a cobertura de uma tragédia ocorrida em Caraguatatuba, com o desfecho de mais 400 pessoas mortas soterradas sob as terras da Serra do Mar que deslizaram sobre a cidade.

Enquanto um repórter conhecido se dedicou em apurar a parte oficial do caso, Ricardo decidiu contar a história dos sobreviventes, que geralmente, só são citados nas reportagens ou só entram nas estatísticas. Outro caso muito interessante ocorreu durante a cobertura da visita do Presidente Costa e Silva a São Paulo. Querendo fugir do convencional, o jornalista procurou as pessoas que estavam no Horto Florestal, até encontrar com um senhor pipoqueiro, cuja história lhe rendeu uma matéria no jornal Estadão. Desde então, Ricardo Kotscho ficou conhecido como o “repórter pipoqueiro”, por escrever sobre assuntos considerados pela maioria como “sem relevância”. “Enquanto todos cobriam o palco, eu ficava pela platéia, dando uma espiada nos bastidores”, afirma.

É notável que ambos os autores expõem suas opiniões sobre o poder da comunicação e alertam a população para evidente manipulação exercida pelos poderosos. Um jornalista pode sim trabalhar de forma honesta buscando sempre veicular a versão mais próxima da verdade.

Em suma, a obra “A aventura da reportagem” descreve de forma simples e precisa, que apesar das interferências corriqueiras e das dificuldades encontradas ao trabalhar com apuração da verdade, os autores Gilberto Dimenstein e Ricardo Kotscho escolheram a reportagem por ter um enorme fascínio pela busca incessante das informações. Independente da busca de informações estarem centradas no poder ou nas pessoas anônimas, os jornalistas mostram sua preocupação pela busca incessante da versão mais próxima da verdade, sem se intimidar diante dos ataques do poder público.
É uma obra recomendada aos estudantes de Jornalismo ou mesmo aos Profissionais que se interessem pela reportagem e que tenham curiosidade sobre os trabalhos dos jornalistas, que apesar de distintos, têm o profissionalismo como característica.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Espírito de Equipe

Fim de semestre. Os trabalhos se acumulam e muitos são em equipe. Nessas horas é bom aproveitar a ocasião para conhecer melhor os colegas, suas potencialidades. Isto, certamente, poderá ajudar na divisão de tarefas dos próximos. Como em um time, todos são importantes, como nos ensina a história abaixo, mas precisam estar na posição certa. Pense nisso!


"Contam que, na carpintaria, houve, uma vez, uma estranha reunião. Foi uma reunião de ferramentas para tirar as suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, entretanto lhe foi notificado que teria que renunciar, pois fazia demasiado ruído. E, também, passava o tempo todo golpeando. O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso. Disse que ficava dando muitas voltas para fazer alguma coisa.

Diante do ataque, o parafuso aceitou também; mas, na sua vez, pediu a expulsão da lixa. Fez ver que era muito áspera em seu tratamento e sempre criava atritos com os demais. A lixa estava de acordo, com a condição que também fosse expulso o metro, que sempre ficava medindo e avaliando os demais segundo sua opinião, como se fosse o único perfeito.

Nisso entrou o carpinteiro, colocou o avental e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a grossa madeira inicial se converteu em um lindo móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a reunião recomeçou. Disse o serrote:

- Senhores, está demonstrado que todos temos defeitos, entretanto o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é o que no faz valiosos. Assim, superemos nossos pontos negativos e vamos nos concentrar na utilidade dos nossos pontos positivos.

Todos concluíram então que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza, e observaram que o metro era preciso e exato. Sentiram-se então uma equipe para PRODUZIR móveis de QUALIDADE. Sentiram-se felizes com seus pontos fortes e por trabalharem juntos.

Quando as pessoas buscam pequenos defeitos nas demais, a situação se torna tensa e negativa. Ao tratar com sinceridade e ressaltar os pontos fortes, florescem os melhores resultados. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo, entretanto, encontrar qualidades é tarefa para quem tem nobreza de espírito, capaz de inspirar êxitos nas pessoas."


Fonte: Legrand. Caixa de Ferramentas. Belo Horizonte: Soler Editora, 2005.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

concentrAÇÃO!

Inspiração e Criatividade. São as palavras mais cobiçadas nesse período. Elas faltam bem na hora de concluir o pré-projeto, a apresentação do seminário, a resenha... Quem se faz presente, por sua vez, é o prazo. Vale até parafrasear Drummond “havia um ‘prazo’ no meio do caminho”. Ô palavrinha...

O cartunista Henfil* defendia que “a que criatividade é uma questão de concentração”. É como se tivesse um “cachorro preto”, um dobermann atrás de você. O cachorro significa a urgência, o prazo estourando. Aí você corre, pula até n’água sem saber nadar.

O detalhe é a qualidade. Em cima da hora, você não tem informações suficientes e o resultado é pobre. O cachorro preto vem, você pula na água, nada de costas, borboleta, bóia, mas não basta. Quem tem pouco conhecimento morre afogado ou o cachorro preto pega.

Nesse fim de período, a equipe do Jirau do Jornalismo deseja que você seja persistente nos seus objetivos; paciente com os colegas e lembre-se que os desafios como futuro jornalista está apenas começando

Concentre-se e boa sorte!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Expocom Norte 2010: Flashes da Premiação


Alessandro Bandeira recebeu o troféu pelo trabalho A Voz da Panair, categoria Programa Laboratorial de Radiojornalismo.




Raquel Mendonça recebeu o troféu pelo trabalho Comu, categoria Jornal Impresso.




Guto Vasconcelos recebeu o troféu pelo trabalho A Era dos Jingles, categoria Documentário em Áudio.




Alessandro Bandeira recebeu o troféu pelo trabalho O Auto do Boi-Bumbá, categoria Radionovela.




Alice Souza recebeu o troféu pelo trabalho Portal da Ciência, categoria Portal.




Alice Souza recebeu mais dois troféus pelos trabalhos A Última Flor do Lácio e Carvoeiros de Manaus, nas categorias Produção em Jornalismo Opinativo e Ensaio Fotográfico, respectivamente.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rumo à Caxias do Sul



Fotos: divulgação

A Faculdade Boas Novas está em festa. Isso porque no último sábado, 29, na Universidade Federal do Acre, foram anunciados os vencedores da Expocom Norte 2010. Entre eles, sete são da FBN. Os trabalhos foram classificados, automaticamente, para o Intercom Nacional. Agora os alunos e professores do curso se preparam para a competição em nível nacional, que irá ocorrer na cidade de Caxias de Sul (SC).

JORNALISMO
Programa laboratorial de radiojornalismo: A Voz da Panair
Jornal impresso: Comu
Documentário em áudio: A Era dos Jingles

AUDIOVISUAL
Radionovela: O Auto do Boi-Bumbá

PRODUÇÃO TRANSDICIPLINAR EM COMUNICAÇÃO
Produção em jornalismo opinativo: A Última Flor do Lácio
Ensaio fotográfico: Carvoeiros de Manaus
Portal: Portal da Ciência

quarta-feira, 26 de maio de 2010

“A última flor do Lácio”



A autora é acadêmica do 3o. período de Jornalismo e com esta crônica irá concorrer, na categoria Jornalismo Opinativo, na Expocom Norte 2010.

A língua de Camões sempre me desafiou. Ora por suas regras incalculáveis, ora pela pluralidade que lhe é peculiar. Encantei-me cedo, o gosto pela língua materna surgiu ao folhear as páginas de “O Pequeno Príncipe”, obra-prima do jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry, uma fábula cheia de metáforas e enigmas que me instigavam a cada página.

Talvez o fato de ter aprendido a ler muito cedo tenha contribuído com essa paixão, mas acredito que o fator preponderante foi crescer ouvindo "um português com açúcar", expressão utilizada pelo grande escritor luso, Eça de Queirós, ao se referir ao falar dos brasileiros. Tal suposição encontra suporte teórico nas palavras do “pai da lingüística moderna”, Ferdinand de Saussure ao afirmar que “a língua é produzida socialmente” e como fruto do meio ela nos é constantemente adquirida. Nessa visão saussuriana “a língua é parte social da linguagem, exterior ao indivíduo”, e o homem, como ser social, tem necessidade de se comunicar, se expressar e perpetuar experiências nesse contexto da vida em sociedade.

Trazida por Cabral às terras do pau-brasil, a língua portuguesa constitui-se em elemento determinante na construção da identidade cultural do povo brasileiro, recebendo influências não só do latim, originário da região do Lácio, no centro da Itália antiga; mas também de outras línguas, como o grego, árabe, espanhol, italiano, africano e as línguas indígenas das mais diversas etnias, como o tupinambá e o tupi, além de muitas outras. O português passou por uma significativa evolução histórica recebendo contribuições de várias culturas formando a língua que falamos hoje e que se moderniza acompanhando a evolução global.

Para além dos objetivos da expansão lusitana, a língua portuguesa foi largamente difundida, sendo na atualidade, a língua oficial em oito países de quatro continentes: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O resultado dessa difusão é um número significante de falantes de português pelo mundo, e uma consequente organização dos mesmos, com a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 1996, com o intuito de uniformizar e difundir a língua através da cooperação e do intercâmbio cultural entre os países membros.

Atualmente, "a doce língua", assim chamada pelo romancista espanhol Miguel de Cervantes, possui aproximadamente 240 milhões de falantes nativos e é a quinta língua mais falada no mundo segundo a Agência de Notícias de Portugal. Outro dado interessante é a estimativa fornecida pelo site de estatísticas mundiais da Internet, o Internet World Stats que revela o português como o sexto idioma mais utilizado na rede mundial de computadores, com 73 milhões de usuários, o que mostra a considerável posição da nossa língua no âmbito mundial.

A língua portuguesa é fonte de inspiração para diversos poetas, não só brasileiros, mas também estrangeiros, como a brasileira naturalizada Clarice Lispector, que expressa sua admiração pelo português em versos: “Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor”. Essa língua abundante em poesia, tão retratada pelos poetas, é a mesma com que nos comunicamos em nosso cotidiano. E para visualizarmos melhor a riqueza desse idioma, é necessário que busquemos conhecer suas raízes históricas, sua expansão, a relação com outras culturas, sua característica dinâmica e poética e sua projeção no mundo enquanto língua oficial de um país em crescente ascensão econômica e política.

No livro do Desassossego, o heterônimo Bernardo Soares, do poeta e escritor português Fernando Pessoa, reproduz sua paixão pela língua através da frase "Minha pátria é a língua portuguesa", onde traduz com eloquência sua visão patriota. E é com esse mesmo entusiasmo que reverencio minha língua materna, rica em vocábulos, repleta de proparoxítonas, ambiguidades e redundâncias. Ela é a expressão plena da diversidade cultural do povo brasileiro, prova contundente de que a afirmação do poeta Olavo Bilac: “A última flor do Lácio”, é realmente uma herança inestimável.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Para recordar

São apenas 10 minutos, mas que permitem ao ouvinte conferir a presença dos jingles no rádio, com doses de humor e saudades. Assim é o documentário em áudio "A Era dos Jingles" produzido por alunos do atual sétimo período de Jornalismo, sob orientação da profa. Danielle Gama.

A equipe, formada por Guto Vasconcellos, Carla Santos, Cleide Brilhante, Valdemizia Silva e Jeciney Brito, teve um cuidado primoroso com a pesquisa histórica, ao resgatar peças veiculadas entre as décadas de 1960 e 1990. Os alunos entrevistaram o publicitário Danlúcio Reis, que esclareceu que o jingle não é apenas uma música, mas uma mensagem que vende muito e, ainda, fizeram uma enquete nas ruas de Manaus para descobrir jingles que não "saíram da cabeça" das pessoas.

Quem for ao Intercom Norte 2010 terá a oportunidade de conhecer mais sobre o documentário. No evento, o acadêmico Guto Vasconcellos irá apresentá-lo na tarde da próxima sexta-feira, 28, na sala 12 do prédio das Pró-­Reitorias, na UFAC.

Ouça um trecho aqui:

http://www.goear.com/listen/20aa329/a-era-dos-jingles-acadãªmicos-de-jornalismo-fbn

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Acadêmicos que são notícia

Não é todo dia que um curso com quatro anos de existência, e apenas uma turma de profissionais formados, tem 100% de trabalhos aprovados em um evento como a Expocom, que conta com um júri tão qualificado como o da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). É por isso que programas de rádio e TV têm aberto espaço para que os alunos de jornalismo da FBN possam contar mais detalhes sobre a participação no IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte, que começa no próximo dia 27, na Universidade Federal do Acre.

Programa-se para assistir e ouvir os colegas. Em 2011 pode ser você!

Dia 22, 18h – Programa Agitando
Rádio Amazonas FM (101,5)

Dia 24, 12h – Programa Amazônia Agora
Amazon Sat (canal 44)

Dia 25, 21h – Programa Mesa de Bar
Rádio Amazonas FM (101,5)



Leia também as matérias dos sites:

Sindicato dos Jornalistas do Amazonas
http://www.jornalistasam.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=502:academicos-de-jornalismo-representam-amazonas-em-congresso-no-acre&catid=1:ultimas-noticias&Itemid=68

Portal Amazônia
http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=105451

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Amazonas bem representado

Por Héber Augusto de Vasconcellos Dias (7o. período)

A FBN está em contagem regressiva para a saída da delegação, composta por alunos do 3º, 5º e 7º períodos do curso de Jornalismo, com destino à cidade de Rio Branco, que vai participar do IX Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte. O evento acontece nos dias 27 ,28 e 29 de maio, na Universidade Federal do Acre, com o tema : Comunicação, Cultura e Juventude.

Os alunos da FBN, que participam pela segunda vez do Congresso, irão apresentar produtos no Expocom e artigos científicos no Intercom Jr. Na bagagem, levam esperança e reais possibilidades de conquistarem 14 prêmios nas diversas categorias do Expocom e, ainda, “carimbarem o passaporte” para a edição nacional do mesmo, que acontecerá em Caixas do Sul (SC), em setembro.

Entenda melhor

Para chegar ao Expocom Norte, esses trabalhos foram submetidos a uma etapa local de apresentação e seleção, nos moldes da edição regional e nacional, dentro da FBN, durante a IV Semana de Estudos da Comunicação. Os melhores em cada categoria foram inscritos na edição regional e selecionados por um júri virtual, composto por membros da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM). Para a competição em nível nacional, em Santa Catarina, os primeiros lugares em cada categoria, nas edições regionais, serão automaticamente classificados.

Conheça os 14 trabalhos da FBN classificados para o Expocom Norte 2010:

CATEGORIA: JORNALISMO

Programa-laboratorial de Radiojornalismo (conjunto/série)
A Voz da Panair: Alessandro Bandeira

Programa-laboratorial de Telejornalismo (conjunto/série)
Questões da Amazônia: Jéssica Mendonça Valéria

Jornal Impresso (avulso)
COMU: Glória Raquel Cavalcante

Radiojornal (avulso)
RadioJornal “Humor”: Héber Vasconcellos Dias

Documentário em Aúdio (avulso)
A Era dos Jingles: Héber Vasconcellos Dias

Documentário em Video (avulso)
Um deserto na Amazônia: Adriana Teixeira

Fotografia Jornalística (avulso)
Carvoeiros: José Francisco de Araújo

Produção em Jornalismo Interpretativo
Expansão Desordenada: Jaíze de Alencar Batista

Produção em Jornalismo Opinativo (avulso)
A última flor do Lácio: Alice Regina de Souza

Produção em Jornalismo Utilitário (avulso)
Manaus Moderna: Eustáquio Libório Gomes



CATEGORIA: PRODUÇÃO EDITORIAL E TRANSDISCIPLINAR

Blog
Jornalide: Rafael Nobre

Ensaio Fotográfico
Carvoeiros de Manaus: Kamila Mendes

Portal
Portal da Ciência: Carina Amazona



CATEGORIA: CINEMA E AUDIOVISUAL

Radionovela
O Auto do Boi Bumbá: Laura Lyne Lima

terça-feira, 18 de maio de 2010

I Encontro.Com: uma vitrine de novidades



Empolgante. Assim pode ser resumido o “I Encontro. Com”, realizado ontem no auditório da FBN. Na ocasião, os acadêmicos foram atualizados sobre as últimas novidades do curso de Jornalismo em relação à política de extensão, à política de pesquisa e receberam, ainda, mais informações sobre como funciona o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP) e a contagem de horas complementares.

Em relação aos projetos de extensão, o Prof. Gerson Severo anunciou a reabertura do edital para o jornal laboratório “Folha Universitária” e as Profas. Jonária França e Cleamy Albuquerque, respectivamente, lançaram os editais para o “Núcleo Audiovisual” e Assessoria de Comunicação Interna. Este último vinculado à “Assessoria de Comunicação” - extensão coordenada pela Profa. Rosário Reis. Convidado, o ex-coordenador do curso, Prof. Allan Rodrigues, idealizador do projeto “Portal da Ciência” e ganhador do Prêmio Fapeam de Jornalismo Científico 2010 com uma matéria veiculada no mesmo, ressaltou a importância da iniciativa para a divulgação de pesquisas e para a formação dos futuros especialistas na área.

Já em relação à iniciação científica, o coordenador do curso, prof. Jimi Aislan, falou sobre o início das atividades do Núcleo Multidisciplinar de Pesquisas em Comunicação (NUMPCOM), o lançamento da nova edição da Revista Veritas (na gráfica), bem como a produção de uma revista eletrônica para a publicação dos artigos dos acadêmicos e, ainda, sobre a realização da próxima Semana de Estudos da Comunicação, a ser realizada em novembro. Aislan também reforçou a importância da dedicação aos trabalhos solicitados em sala de aula e apresentou, no fim do Encontro, parte da delegação que representará o curso, com 14 trabalhos, na Expocom Norte, a ser realizada nos dias 27, 28 e 29 de maio, no Acre. O que, sem dúvida, já é fruto do empenho de alunos e professores no semestre passado.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As Três Peneiras

Hoje é uma boa data para refletirmos sobre a forma como nos comunicamos. Contamos, atualmente, com meios cada vez mais eficientes para nos auxiliar no desafio diário de ‘tornar comum’ as informações. A pergunta é: qual informação? Diante deste questionamento intrigante, o filósofo Sócrates nos deixou preciosa dica. Confira.


"Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

- Três peneiras? Que queres dizer?

- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

- Útil? Na verdade, não.

- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti"

fonte: http://horaderelaxar.com.br/2009/01/15/as-tres-peneiras-de-socrates-uma-licao-para-a-vida/

I Encontro.Com



Para comemorar o Dia Internacional da Comunicação e das Telecomunicações, o curso de jornalismo da FBN realiza hoje, 17, às 19h, no auditório, o “I Encontro.Com”. O evento, que reunirá professores e alunos, faz parte da nova política de comunicação do curso e apresentará mais detalhes sobre as políticas de pesquisa e extensão do mesmo. Na ocasião, também serão lançados os novos veículos de comunicação entre coordenação, professores e alunos: o perfil do curso no microblog Twitter, o Jornal Mural ‘Jirau do Jornalismo’ e este blog.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estendendo a informação

O curso de Jornalismo da Faculdade Boas Novas (FBN) cresce a cada ano. Junto, crescem os desafios de mantê-lo à altura de um mercado de trabalho sempre mais exigente. Por isso, torna-se necessário fazer com que a comunicação dentro do curso tenha cada vez menos ruídos e flua de maneira a atender às demandas de professores e alunos. Eis a missão deste blog.

Nas casas dos ribeirinhos e das famílias do interior do Amazonas é comum encontrar um jirau. O espaço multiuso que serve, inclusive, para lavar roupas. Daí a escolha do nome do nosso blog. Metaforicamente, este nome representa o nosso desejo de recolher, lavar, "deixar de molho" quando for necessário e, principalmente, estender aqui, na blogosfera, essas informações pra você.

Seja bem vind@!